Neste tempo de isolamento social para conter o avanço da pandemia do coronavírus (Covid-19), a grande maioria das pessoas estão acompanhando a Santa Missa em suas casas através da televisão e redes sociais. Sabemos que, nada substitui a presença física em uma celebração eucarística, mas muitos bispos, pela autoridade a eles constituída, dispensaram os fiéis do preceito dominical da participação física nas missas.

Acompanhar uma transmissão da Santa Missa, seja pela televisão ou demais mídias sociais, exige preparação interior e exterior. O fato de não estarmos fisicamente no ambiente em que a celebração está sendo transmitida pode causar um excesso de “fugas psicológicas”, que nos impedem de vivenciar de modo mais contrito a Missa que está sendo transmitida.

Como se preparar para participar da Santa Missa?

Procure preparar-se interiormente antes do início da transmissão da Missa; medite nas leituras do dia; deixe que a Palavra de Deus crie raízes em seu coração; aguarde com serenidade o início da transmissão.

Durante as transmissões on-line, evite ficar postando comentários. Quando estamos fisicamente em uma Igreja onde está sendo celebrada a Missa, não ficamos conversando com a pessoa ao lado nem usando o aparelho celular. Isso também vale para as transmissões on-line.

O padre que está presidindo a Missa não vai ler aos seus comentários naquele momento. Então, não adianta ficar digitando que o som está baixo, mandar abraço para ele, dizer que reside em outro estado ou demais comentários. Tais mensagens apenas tiram a concentração de quem está acompanhando a transmissão.

Cuidados

Não se esqueça: cada vez que você digita um comentário, tira a atenção de quem está acompanhando a transmissão da Missa. A curiosidade é um mal psicológico. Nas missas presenciais não ficamos comentando o que ocorre na celebração com quem está ao nosso lado. Por que em uma transmissão ao vivo seria diferente?

Não é possível estar presente espiritualmente no momento de uma transmissão on-line, se você estiver lavando a louça, fazendo o almoço, lavando roupa ou limpando a casa. Quando vamos à Missa, deixamos as tarefas para depois. O mesmo deve ocorrer quando estamos acompanhando uma transmissão da Missa on-line ou televisiva.

Se você se prontificou a acompanhar a transmissão de uma Missa, deixe de lado os outros aplicativos de comunicação, isto é, ou você responde as mensagens ou você acompanha a Missa.

Silêncio interior

Lembre-se: o silêncio é um valor que cabe até mesmo durante a transmissão de uma Missa on-line ou televisiva. Ninguém precisa saber que você está acompanhando. Deus está vendo, e isso basta! Cuidado com os mecanismos psicológicos que insistem em dizer-nos que: para sermos notados é preciso que todos saibam de nossa presença on-line.

Faça sua comunhão espiritual com fé e devoção. Se você ficou o tempo todo teclando ou fazendo outras tarefas durante uma transmissão, como será a qualidade da sua comunhão espiritual?

A transmissão da Missa terminou? Agora sim, pode escrever nos comentários de onde você é, que o som precisa melhorar, que a imagem estava ruim, que a câmera estava torta, que esqueceram de acender a vela…

Fonte: Canção Nova

 

 

No Novo Testamento, o ministério de intercessão é centrado em torno de dois advogados supremos – Jesus e o Espírito Santo. A intercessão é a oração ao Pai por meio de Jesus, conduzida e fortalecida pelo Espírito Santo. Aquilo que, normalmente, nós pensamos ser uma oração de intercessão é, na verdade, uma oração de petição. Sou eu dizendo a Deus o que eu gostaria que Ele fizesse. Mas quando intercedemos, nós deveríamos ser conduzidos e dirigidos pelo Espírito Santo quanto ao que rezar e como rezar.

Jesus prometeu aos Seus discípulos que Ele mandaria o Espírito Santo: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco” (Jo 14,16). Sendo esse “outro advogado” dado a nós, o Espírito Santo advoga por nós em nossa oração de intercessão. Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza, porque não sabemos o que devemos pedir nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis. E aquele que perscruta os corações sabe o que deseja o Espírito, o qual intercede pelos santos, segundo Deus. (Rm 8,26-27)

Muitas vezes, nós não sabemos como rezar, porque não temos compreensão plena da situação, as causas escondidas, a complexidade do problema etc. Não conseguimos prever o futuro. Não entendemos bem o que é melhor para nós ou qual o plano de Deus para nós. O Espírito Santo é o nosso parceiro orante interior, que vem em nosso auxílio na intercessão.

O Espírito nos ajuda a rezar

Precisamos ser abertos ao Espírito Santo em nossa intercessão, porque Ele nos ajuda a rezar estrategicamente. Existem muitas situações complexas na intercessão, que não temos como compreender na totalidade. Deveríamos permitir que o Espírito assuma o processo da intercessão.

Num sentido mais profundo, se nos questionarmos: “O que é a intercessão?”, a resposta seria: é a oração pelos outros conduzida e energizada pelo Espírito Santo. O Espírito é o ator principal da intercessão. “Orai em toda circunstância pelo Espírito” (Ef 6,18). Em nossa intercessão, nós precisamos ser conduzidos e dirigidos pelo Espírito Santo.

“Quanto a vós, a unção que dele recebestes permanece em vós. E não tendes necessidade de que alguém vos ensine, mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, assim é ela verdadeira e não mentira. Permanecei nele, como ela vos ensinou.” (1Jo 2,27) A nossa intercessão se torna eficiente por meio da força e da direção dada pelo Espírito Santo. Na intercessão, é importante saber para o que Deus quer que rezemos e, ao mesmo tempo, experimentar o poder do Espírito Santo, para que a oração seja efetiva.

A importância dos carismas

Os carismas vêm em nosso auxílio na intercessão. Os carismas, ou dons espirituais, existem para “o perfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo” (Ef 4,12). Uma boa maneira de explicar os dons espirituais é dizer que eles são como ferramentas ou recursos que transmitem poder para o nosso ministério. Tem hora que o Senhor revela ao intercessor situações de emergência, como uma tendência suicida de alguém, uma calamidade natural, um acidente, uma doença fatal etc. Essencialmente, a intercessão é um dom do Espírito Santo.

Existem outros carismas que podem ser usados durante o processo de intercessão, tais como: o dom de línguas, o dom de interpretação de línguas, palavra de ciência, palavra de sabedoria, discernimento dos espíritos, dom de profecia etc. Muitas vezes, não sabemos o que rezar nem como rezar. Outras vezes, quando estamos em um grupo, existem situações nas quais não podemos explicar em detalhes tudo a todos. Em todas essas ocasiões, o dom de oração em línguas vem como um poderoso meio de intercessão. O dom de línguas ajuda a pessoa a ficar focada na intenção e a não sair dos trilhos. A intercessão se torna muito mais eficaz quando ela é conduzida pelo poder do Espírito Santo.

Texto extraído do livro “Intercessão profética“, de Cyril John.

Canção Nova

As Sagradas Escrituras nada dizem a respeito da Apresentação da Santíssima Virgem Maria no templo de Jerusalém. No entanto, esse acontecimento é atestado pela Sagrada Tradição e reconhecido pela Igreja Católica, que o celebra com uma festa mariana singular. Ao celebrar essa memória, meditemos sobre a piedosíssima atitude desta celeste Menina, que se consagrou totalmente a Deus, desde a sua mais tenra idade.

Na sua Imaculada Conceição, nascida isenta de qualquer sombra de pecado, Nossa Senhora está plenamente disponível à vontade de Deus, livre para entregar-se a Ele com o impulso de um amor que não conhece demoras, obstáculos nem vicissitudes da natureza ferida pelo pecado. Em sua pureza imaculada, resplandecente de graça, a Virgem Maria é capaz de aderir a todo o bem que Deus lhe propõe e a tudo que é do Seu agrado. Sendo assim, a Santíssima Menina doa-se completamente, de modo insuperável, a não ser pelo Filho de Deus feito homem, que ela geraria em seu ventre imaculado.

São Joaquim e Santa Ana conceberam milagrosamente a pequena Maria, já que eram de idade avançada. Por isso, prometeram a Deus que consagrariam a celeste Menina ao serviço do Templo. Prodigiosamente, com apenas três anos de idade, a Virgem rogou a seus santos pais que, conforme sua promessa, consagrassem-na no Templo. Ao chegar ao templo de Jerusalém, a santa menina se volta para os seus santos pais e, de joelhos, beija-lhes as mãos, pede-lhes a bênção e, depois, sem olhar para trás, sobe as escadarias, despedindo-se do mundo e renunciando a todos os bens que este podia lhe dar, oferece-se e consagra-se inteiramente ao Senhor e Criador de todas as coisas.

A consagração da Virgem Maria no templo de Jerusalém

A vida de Maria Santíssima no Templo não foi outra coisa senão um ato contínuo de amor e consagração de si mesma ao Senhor. Consequentemente, ela crescia de hora em hora, ou antes, de instante em instante, nas santas virtudes, auxiliada pela graça divina, mas também se dedicando com todas as forças para cooperar com a graça. Dessa forma, a vida da Virgem Maria no Templo foi uma contínua oração. “Vendo o gênero humano perdido e em inimizade com Deus, orava principalmente pela vinda do Messias, com o desejo de ser serva da virgem feliz que viria a ser Mãe de Deus” 1 .

O exemplo de Maria e a nossa consagração a Deus

Pela graça do batismo, que nos ampara na luta contra o pecado, somos chamados a alcançar a pureza e a liberdade à semelhança da Virgem Santíssima, para poder dar, em união com ela e com sua ajuda, uma resposta generosa ao dom de Deus.

A festa da Apresentação de Maria nos leva a refletir sobre a nossa consagração a Deus, consequência do sacramento do batismo que recebemos. Amar e servir a Deus com todas as forças é um compromisso ao qual nenhum cristão pode se eximir, sob pena de fazer perder-se a graça de Deus recebida. Nesse sentido, dizia sabiamente Santo Agostinho: “Tenho medo da graça que passa sem que eu perceba!”.

Há pessoas que são chamadas a uma entrega total, direta e exclusiva a Deus, consagrando-se ao seu serviço, para colherem frutos mais abundantes da graça batismal. Trata-se das pessoas que são chamadas à consagração a Deus no mundo, à vida religiosa, ao sacerdócio ministerial. Para esses vocacionados, o exemplo da Virgem Maria reveste de particular e especial importância, pois esses são chamados a seguir pelo caminho da generosidade, da doação e da consagração total a Deus, como fez a Santíssima Virgem.

Consagração de nós mesmos

A resposta a uma vocação exige o desprendimento não somente das coisas e das pessoas, mas também de nós mesmos. Frequentemente, um vocacionado é chamado a deixar a família, a cidade e até a pátria, os costumes e as comodidades. Esse é um passo difícil e comprometedor, mas não é tudo. Mais importante do que o desprendimento material é o desapego do coração. Trata-se de renunciar às próprias vontades e aos próprios interesses para entregar-se inteiramente a Deus, em plena disponibilidade à Sua vontade, ao Seu serviço e ao do próximo.

Assim, a consagração de nós mesmos, independentemente do nosso estado de vida, deve ser vivida continuamente, com generosidade sempre crescente, pois, em consequência do pecado original, somos egoístas e temos a tendência de pegar de volta aquilo que já entregamos a Deus. Se isso exige uma constante superação de nós mesmos, recordemos que não lutamos sozinhos. A Virgem Maria está sempre pronta a nos amparar. Ela, que encontrou graça diante do Senhor (cf. Lc 1, 30), serve-se desse privilégio para alcançar a graça em favor dos que a invocam!

Oração de Santo Afonso Maria de Ligório a Menina Maria

“Ó Maria, Filha amadíssima de Deus, Menina santa, que rogais por todos, rogai também por mim. Vós vos consagrastes inteiramente, desde criança, ao amor do vosso Deus. Oh! Poder eu do mesmo modo, neste dia, oferecer-vos as primícias da minha vida e dedicar-me inteiramente ao vosso serviço, ó minha santa e dulcíssima Soberana! Não é mais tempo disso, pois, desgraçadamente, perdi tantos anos servindo o mundo e os meus caprichos, sem pensar em vós nem em Deus. Maldigo o tempo em que não vos amei!

É melhor começar tarde do que nunca. Eis-me aqui, ó Maria; apresento-me, hoje, a vós e me ofereço inteiramente ao vosso serviço, para o resto de minha vida; como vós, renuncio a todas as criaturas, e me dedico sem reserva ao amor do meu Criador. Consagro-vos, pois, ó minha Rainha, o meu espírito para pensar sempre no amor que mereceis, a minha língua para vos bendizer, o meu coração para vos amar.

Acolhei, ó Virgem santa, a oferta que vos faz um miserável pecador; acolhei-a, eu vos suplico pelo prazer que experimentou o vosso coração, no momento em que vos dáveis a Deus no templo. Se tarde começo a servir-vos, justo é que redima o tempo perdido redobrando o meu zelo e o meu amor. ‘E Vós, ó Deus, que no dia presente quisestes que, no templo, fosse apresentada a Bem-Aventurada sempre Virgem Maria, digna morada do Espírito Santo: concedei-me que pela sua intercessão mereça ser apresentado no templo da vossa glória’. Fazei-o pelo amor de Jesus Cristo”2.

Nossa Senhora da Apresentação, rogai por nós!

Referências:

1 SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo III, p. 394.

Canção Nova

Esse é o primeiro texto de uma linda jornada que eu lhe proponho. Vamos trazer um trabalho de estudo e experiência. Na verdade, acaba sendo também um testemunho de como o estudo pode nos ajudar a avançar numa jornada de união com Deus. E o primeiro passo para essa união é conhecer a fundo o sacramento da confissão.

Como assim? O que pode haver a mais nesse assunto? Já que nós, católicos, já estamos acostumados a essa prática.

Sabendo disso, em mim borbulhou uma inquietação profunda com muitas questões: por que não avançamos em nossa vida espiritual como os santos da Igreja? Afinal, o convite à santidade não é para todos? Por que, hoje em dia, com esse montão de católicos no Brasil, não ouvimos falar de sinais e prodígios mais contundentes e frequentes? Por que nossa oração só gira em torno de mil pedidos de cura e libertação?

A confissão é a primeira coisa que fazemos para nos aproximar de Deus

Olhando para a história da Igreja, há poucas décadas, havia um florescimento na Igreja, quando as pessoas se santificavam numa vida ordinária de vivência dos sacramentos e oração. Onde foi que isso diminuiu?

Com o passar dos textos, desejamos, de coração, que fique claro a você, como a nossa geração perdeu completamente a dimensão do pecado, devido um nível intelectual e moral tão baixo como quase nunca se viu na história. Também não sabemos mais nos confessar com as santas disposições para nunca mais, com a ajuda de Deus, cair em pecados graves.

A partir do momento em que nos confessamos direitinho, chegamos à estaca zero de nosso caminho espiritual e santificação. A partir daí, qual seria o próximo passo?

Vamos?

O ser humano, ao ser criado, assim como vemos em Gênesis, era possuidor de uma intimidade muito profunda com Deus. Ele tinha um relacionamento face a face com o Senhor. Foi criado depois de todas as coisas, e nosso Deus submeteu tudo a ele (Gn 1,28).

Essa intimidade profunda dispensava a existência de mandamentos. Tudo seguia conforme a lei natural plantada no coração do homem. Deus só deu a direção de não comer do fruto da árvore do meio do jardim do Éden, porque sabia que se o homem o comesse, morreria, ou seja, romperia essa intimidade com o Senhor (Gn 3,16-17). Ademais, o homem sabia o que fazer, como se comportar de modo que fosse bom para Deus, para o outro e para si mesmo. Infelizmente, no entanto, eles se corromperam ao comer do fruto do bem e do mal.

Distanciando-se de Deus

O tempo passou e o ser humano foi se distanciando, cada vez mais, do Senhor. Ele, no entanto, os quer de volta. Então, envia os profetas para chamá-los. Esses estão, a todo tempo, chamando os homens para reatar seu relacionamento rompido com Deus.

Todo o Antigo Testamento se torna um prelúdio da vinda de Jesus.

Reaver esse relacionamento com Deus, rompido com o pecado original, é possível! Com a vinda de Jesus e por meio d’Ele, temos os meios de restabelecer essa intimidade por meio dos sacramentos: batismo, crisma, Eucaristia, penitência ou reconciliação, matrimônio, ordem e unção dos enfermos.

Sacramentos

Os sacramentos são sinais sensíveis (palavras e ações), acessíveis à nossa humanidade atual, realizam, eficazmente, a graça que significam em virtude da ação de Cristo e pelo poder do Espírito Santo (Cf.CIC 1084).

O diploma não faz de uma pessoa um médico. O que realmente o faz capaz são os vários anos de estudo e disciplina. O diploma funciona somente como um sinal da aprovação do aluno de medicina.

Os sacramentos, ao contrário, são símbolos daquilo que representam. Por exemplo, o batismo é o símbolo do banho, de uma lavagem espiritual que o cristão deve fazer da sujeira do pecado original. O batismo realmente faz isso! Ele nos purifica de todo pecado e nos faz capazes de alcançar essa ligação íntima perdida no Éden.

A Eucaristia simboliza o sacrifício do Cordeiro para a expiação dos pecados. O altar é o lugar do sacrifício. Ao mesmo tempo, o altar é a mesa do banquete festivo do céu. De fato, a Eucaristia alimenta a nossa alma.

O sacramento da confirmação ou Crisma traz o batismo do Espírito Santo na vida do cristão.

O sacramento do matrimônio simboliza a aliança entre Deus e os homens. Esse sacramento deve ser vivido, dentro de uma dimensão de doação entre os cônjuges, semelhante ao amor e doação do próprio Deus pela Igreja. Ele se entregou em sacrifício de amor por ela sem nenhuma reserva.

O sacramento da penitência simboliza um julgamento. Ali, o réu se acusa dos próprios pecados; porém, essa confissão dos crimes cometidos, em vez de conduzir à condenação, faz alcançar a Misericórdia Divina. Cura-nos da ferida causada pelo pecado.

Os sacramentos são os meios, criados pelo Senhor Jesus, para infundir a graça santificante na alma da pessoa.

Restauram a graça de Deus

Eles restauram a graça de Deus uma vez alcançada ou a cria pela primeira vez no coração. Essa graça de Deus trabalha como um organismo sobrenatural. ​A finalidade desse organismo é a de nos aproximar cada vez mais da filiação divina, da união mais íntima possível entre Deus e o homem. A imagem do organismo diz bem: são, nas suas várias partes, uma dependendo da outra, nas diversas dimensões do ser humano, aproximando-nos da união com Deus.

​Existem várias formas de trabalhar e aumentar a graça de Deus no nosso interior, e uma dessas formas é a vivência correta dos sacramentos.

Uma das graças específicas do sacramento da Eucaristia é aumentar o amor em nós. É uma graça específica desse sacramento. Fazer nosso amor crescer sobrenaturalmente e transformar-se em atos cada vez mais perfeitos.

Já a graça específica do sacramento da reconciliação é fortalecer o penitente da luta contra o pecado e restaurar a intimidade com Deus.

Durante as próximas semanas, vamos nos concentrar no sacramento da penitência. Ele é chave para começar qualquer caminho espiritual capaz de nos levar à união com Deus. Se não for bem vivido, os demais sacramentos não operam aquilo que podem fazer em nós. Não haverá intimidade com Deus se convivermos com pecados graves.

Canção Nova